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| czar Pedro, o Grande |
30 de nov. de 2012
O Tesouro Imperial dos Romanov
24 de mar. de 2008
Os Ovos de Páscoa Fabergé
A tradição dos ovos de Páscoa na Rússia é antiga, data do século X. De início, a Páscoa russa era celebrada com cerimônias que vinham dos tempos pagãos, adaptadas ao Cristianismo. Como a Páscoa no Ocidente coincide com a chegada da Primavera, estação que significa florescimento, renovação, ovos cozidos eram pintados em diferentes cores desde tempos imemoriais e, com o passar do tempo, surgiram os tradicionais ovos de madeira pintados, até hoje uma tradição na Páscoa russa.
O primeiro ovo de Páscoa, comissionado pelo czar Alexandre III ao joalheiro Peter Carl Fabergé, foi feito em 1885. O sucesso do presente dado à czarina Maria Feodorovna foi tão grande que por ordem do czar, o joalheiro passou a criar, todos os anos por ocasião da Páscoa, um ovo diferente, todos maravilhosamente decorados em ouro, prata, diversas gemas (rubis, diamantes, esmeraldas, safiras, ônix, jade, topázio, alexandrita), laca e esmaltes, para a czarina e também para a mãe do czar, a imperatriz viúva Alexandra Feodorovna. Ao todo, o czar Alexandre III comissionou 54 ovos a Maison Fabergé. O czar Nicolau II, tragicamente assassinado junto com sua esposa e filhos em 17 de julho de 1918 pelos russos bolcheviques, comissionou à Maison Fabergé 19 ovos.
A série dos ovos imperiais de Páscoa foi o mais ambicioso projeto comissionado à Fabergé. As condições para a confecção das jóias em forma de ovo foram a forma, a originalidade e a não repetição. A originalidade foi, em geral, inspirada em algum evento da família imperial: casamentos, nascimentos, aniversários, inaugurações. Alguns ovos possuem o monograma imperial e/ou datas, e muitos exibem fotos em esmalte de membros da família imperial. Fabergé levou extremamente a sério a comissão imperial, geralmente projetando ovos com anos de antecedência. Era sempre um segredo a aparência do próximo ovo, e sua entrega era solene, sempre causando deliciosa surpresa em quem a recebia.
Os dois primeiros ovos, cada um inspirado na galinha, foram desenhados e confeccionados sob estreita supervisão. Nos ovos dos anos seguintes, pode-se notar uma inspiração nos primeiros ovos, mas a partir da década de 90 do século XIX, o design dos ovos passou gradativamente a tornar-se cada vez mais audacioso. Os ovos “Carruagem para coroação” (1897), “Lírios do Vale” (1898), e “Palácio Gatchina” (1901), são alguns exemplos do design inovador da Maison. Apesar da audácia inovadora do design dos ovos de Páscoa, a série de ovos para a família imperial russa termina com ovos de design mais conservador, como o ovo “Ordem de São Jorge” (1915) e o ovo “Militar” (1916).
Quarenta e quatro ovos chegaram até nossos dias e cinco outros são conhecidos através de descrições e desenhos. Um dos dois semi-acabados ovos imperiais de 1917 também sobreviveu. Os ovos imperiais se espalharam pelo mundo através de vendas feitas pelos comissários soviéticos nas décadas de 20 e 30 do século passado. Dez dos ovos imperiais permanecem no Museu de Armaduras do Kremlin e onze faziam parte do acervo da Forbes, mas recentemente, no início do século atual, o bilionário russo Victor Vekselberg comprou onze ovos, cujo valor total foi de 90 milhões de dólares. A intenção é mostrá-los ao público, em museus russos. Treze ovos imperiais estão em museus norte-americanos e os dez remanescentes, em coleções particulares.
25 de jan. de 2008
O Diamante Black Orlov
Outros acreditam que o nome da gema origina-se do nome de uma princesa russa chamada Nadia (Nadezhda) Viegyn-Orlov que, para outros muitos, nunca existiu. Tal princesa teria, ao fugir da Revolução Russa de 1917, vendido uma grande parte das jóias da família para custear a fuga. É interessante notar que outro diamante de grandes proporções, comprado pelo príncipe russo Orlov para ser dado como presente à Imperatriz Catarina, a Grande, também possuía a lenda de ter sido roubado de um ídolo na índia.
O que se sabe com certeza é que, comprado em meados do século passado pelo famoso joalheiro Harry Winston, o diamante (que possui agora 67,50 quilates, depois de ser dividido e relapidado, como forma de acabar com a maldição) foi mostrado como curiosidade ao mundo em exposições, antes de ser montado em um colar de platina cravejado com outros diamantes. O colar passou por vários donos e sua última venda deu-se através de um leilão da casa Sotheby’s em 1995, onde foi arrematado por um milhão e meio de dólares pelo americano J. Dennis Petimezas, que ocasionalmente o exibe. Valendo atualmente dois milhões de dólares, a última grande aparição do diamante foi na 78º premiação do Oscar, em 2006, usado pela atriz Felicity Huffman.
21 de jan. de 2008
A Coroa Monomakh (Shapka Monomakha)
A Coroa de Monomakh foi usada nas coroações dos tzares, desde Dmitry Donskoy, príncipe de Moscou no século XIV, até o tzar Pedro, o Grande, no século XVIII. Pedro, durante seu reinado, mandou confeccionar uma nova peça, a Coroa Imperial da Rússia, que passou então a ser usada pelos tzares posteriores, quando coroados.
Boris Godunov, regente da Rússia entre 1584 e 1598, e que sucedeu a Ivan, o Terrível, foi o primeiro tzar que não pertencia à dinastia Rurik a assumir o trono russo. Eleito para a posição de tzar por uma assembléia popular, em razão do herdeiro natural do trono e cunhado ser considerado mentalmente incapaz, recebeu a coroa de Monomakh porque esta não só simbolizava seu direito de reinar, mas também impunha a autoridade necessária aos que eram contra sua investidura como tzar.
Apesar da mais nova Coroa Imperial da Rússia, a Coroa de Monomakh jamais deixou de ser usada pelos tzares russos em ocasiões solenes, e o último a usá-la foi o tzar Nicolau II, assassinado, junto com mulher e filhos, pelas tropas bolcheviques de Lênin, durante a Revolução Russa de 1917.
A Coroa de Monomakh sempre foi usada como símbolo da Rússia, e pode ser vista em pinturas que retratam coroações de tzares, medalhas, símbolos heráldicos e até como fonte de inspiração para o maravilhoso candelabro de bronze e cristal do Teatro Mariinksy de São Petersburgo. Desde Pedro, o Grande, a coroa permanece guardada no Kremlin, e pode ser apreciada quando em visita ao Museu de Armaduras, situado dentro da fortaleza do Kremlin, em Moscou.









