| Rei Eduardo III |
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| Rainha Philippa de Hainault |
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| Joan, condessa de Salisbury e de Kent |
PARA QUEM GOSTA DE JOIAS E DE HISTÓRIA
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Fotos Noreen Feeney, Iraq Museum International O tesouro, que possui mais de 2.800 de história( datando entre os séculos VIII e XIV aC), foi encontrado em tumbas perto do antigo harém do palácio assírio da antiga cidade de Kalhu, mais tarde chamada Nimrud, às margens do rio Tigre, norte do Iraque. O sítio arqueológico encontra-se perto da atual cidade iraquiana de Mossul e é, praticamente, o único tesouro assírio jamais encontrado com peças intactas, já que a quase totalidade das jóias assírias foi derretida ou roubada ao longo dos séculos. Antes do tesouro ser encontrado, a única maneira de se ter uma idéia de como seria a joalheria assíria era através das representações em relevo encontradas em antigas edificações assírias. O tesouro consiste de 613 peças em ouro e prata dentre as quais estão coroas, elmos, diademas, brincos, colares, amuletos, anéis, além de vasilhames feitos em cristal-de-rocha finamente lapidados, e outros feitos em ouro. O tesouro, descoberto em 1988 pelo arqueologista iraquiano Muzahim Mahmud e sua equipe, demorou dois anos para ser totalmente desvendado e faz parte do sítio arqueológico de Nínive, que contém 750 hectares e é considerado o maior do Oriente. O sítio arqueológico foi escavado a primeira vez em 1845 pelo arqueólogo britânico Henry Austen Layard, trabalho que durou até 1851 e revelou ao mundo esculturas (algumas colossais), baixos relevos e diversos objetos e esculturas em mármore. Vários objetos e esculturas foram levados para o Museu Britânico de Londres, onde estão até hoje. Dentre as tumbas encontradas por Mahmud e sua equipe está a de Lullissu, rainha de Assurbanipal II, constructor do palácio. Em uma outra tumba, também de uma rainha, está a inscrição que ameaça a quem profanar as tumbas: "que seu espírito vague sedento". Em somente uma das tumbas foram encontrados aproximadamente 22,50 quilos de ouro e prata em peças diversas. Anos trás, quando o governante de então do Iraque Saddam Hussein invadiu o vizinho Kuwait em agosto de 1990, teve como resposta quase imediata o envolvimento dos Estados Unidos da América no conflito. O tesouro foi então escondido no mais secreto e seguro cofre nos porões do Banco Central iraquiano, mas durante o conflito foi inundado devido ao rompimento de canos de esgoto causado pela destruição de parte do prédio do banco feita por um míssil norte-americano. Em 2003 o Iraque foi invadido e ocupado pelo exército dos EUA. Dizem especialistas que milhares de objetos foram roubados durante o processo de ocupação, e estão até hoje desaparecidos. Era grande a preocupação sobre o paradeiro do tesouro mas, pouco tempo depois do estabelecimento das forças de ocupação americanas no Iraque, arqueólogos iraquianos e funcionários do Museu de Bagdá, assistidos por representantes da revista National Geographic e por membros do governo e do exército dos EUA, retiraram dois milhões de litros de água do cofre e encontraram as peças do tesouro dentro de várias caixas de metal fechadas com cadeados. A água infiltrou-se em algumas caixas, mas nada que tenha deteriorado efetivamente o conteúdo das mesmas. Ao serem abertas, revelaram as magníficas peças do tesouro da realeza assíria. Retiradas, as peças foram devidamente limpas e voltaram a integrar o acervo em exposição do Museu de Bagdá, pertencente ao povo iraquiano. O tesouro de Nimrud é comparado em esplendor ao do faraó Tutankamon. |
‘Inspirados nos mestre franceses da alta- joalheria, muitos brasileiros se aventuram pela arte de desenhar jóias, expondo suas peças no Brasil e no exterior. Julieta Pedrosa, arquiteta formada pela UFRJ e pós-graduada em Análise de Projetos pela FGV, é uma delas. "O que me motiva ao criar é a história que posso contar por meio de uma peça", afirma. Foi assim que sua coleção A História de Portugal em Jóias acabou virando exposição no Brasil e em Portugal e Grandes Mulheres da História ilustrou uma mostra na Suíça.
Suas jóias privilegiam as linhas curvas, a fauna e a flora brasileiras, e já foram exibidas em cidades do Brasil (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo e Brasília), Portugal (Lisboa e Coimbra), Espanha (Madri), França (Lyon), Itália (Vicenza) e China (Hong Kong). A designer afirma que, em geral, suas coleções surgem de temas planejados ou não. "Às vezes, determinadas linhas observadas no dia-a-dia dão origem a um desenho e se transformam em uma peça".’ Por Marilaine Borges, revista França Brasil No. 289 setembro/outubro 2008, Câmara de Comércio França-Brasil