A admiração de Castellani pelo sofisticado trabalho de ourivesaria encontrado em jóias da Antiguidade e o seu desejo pessoal de incrementar a arte da joalheria italiana, fizeram-no perseguir os mistérios da arte da granulação, então considerada perdida, mas que era conhecida e dominada pelos etruscos (séc. IX ao séc. IV AC). O estudo e a pesquisa da antiga arte da granulação absorveu a família Castellani por décadas, e é uma das maiores contribuições feitas pelos Castellani à história da joalheria.
29 de out. de 2013
Os Castellani: Joalheiros e Amantes de Antiguidades
O italiano Fortunato Pio Castellani (1793- 1865) abriu sua primeira
oficina de jóias em 1814, que logo passou a ser reconhecida
pelo design inovador ao imitar criativamente as jóias francesas
e inglesas contemporâneas. Em 1830, Castellani começa
a criar jóias inspiradas nas antigas jóias etruscas
descobertas na tumba Galassi e encorajado pelo duque Michelangelo
Caetani, amigo e mecenas, Castellani se torna o primeiro joalheiro
do século XIX a criar peças modeladas a partir de antigas
peças italianas e gregas, porém criando um novo estilo.
A admiração de Castellani pelo sofisticado trabalho de ourivesaria encontrado em jóias da Antiguidade e o seu desejo pessoal de incrementar a arte da joalheria italiana, fizeram-no perseguir os mistérios da arte da granulação, então considerada perdida, mas que era conhecida e dominada pelos etruscos (séc. IX ao séc. IV AC). O estudo e a pesquisa da antiga arte da granulação absorveu a família Castellani por décadas, e é uma das maiores contribuições feitas pelos Castellani à história da joalheria.
A admiração de Castellani pelo sofisticado trabalho de ourivesaria encontrado em jóias da Antiguidade e o seu desejo pessoal de incrementar a arte da joalheria italiana, fizeram-no perseguir os mistérios da arte da granulação, então considerada perdida, mas que era conhecida e dominada pelos etruscos (séc. IX ao séc. IV AC). O estudo e a pesquisa da antiga arte da granulação absorveu a família Castellani por décadas, e é uma das maiores contribuições feitas pelos Castellani à história da joalheria.
Em meados
de 1850, os dois filhos de Castellani, Alessandro e Augusto, começam
a assumir gradualmente à frente dos negócios e utilizam
um excelente trabalho de marketing para tornar famosa a “joalheria
arqueológica” iniciada pelo pai, não somente entre
as aristocracias italiana e internacional, mas também entre
turistas refinados e artistas que visitavam Roma.
Por volta
de 1860, Alessandro Castellani abre lojas em Paris e Londres e inicia
sua própria firma com sede em Nápoles. E pela primeira
vez, a Castellani expôs suas jóias em exposições
internacionais acontecidas em Florença, Paris e Londres, com
um sucesso tão estrondoso que logo as jóias Castellani
passaram a ser imitadas por toda a Europa. Em 1876, as jóias
antigas colecionadas pelos Castellani e suas reproduções
foram vistas pelos americanos na Exposição do Centenário
em Filadélfia e no ano seguinte o Museu Metropolitano de Nova
York apresentou as jóias Castellani.
Uma das
razões mais importantes para entendermos a motivação
dos Castellani em reviver os estilos e técnicas de ourivesaria
dos antigos etruscos e romanos foi o nacionalismo italiano então
nascente, que logo levaria a uma Itália unificada. Imbuídos
de sentimentos patrióticos, os Castellani também resolveram
estudar todos os períodos da história da joalheria italiana
e tiveram muito sucesso ao reviver os períodos medieval e renascentista
italianos.
Ao mesmo
tempo em que eram grandes joalheiros, os Castellani também
eram excelentes comerciantes e restauradores de antiguidades e patrocinavam
escavações arqueológicas. Num esforço
para preservar as melhores peças para Roma, a família
era possuidora de grandes coleções de delicados vasos,
bronzes e jóias encontradas em sítios arqueológicos
pela Itália. A magnífica loja de Augusto Castellani,
próxima a Fontana di Trevi, era praticamente um museu, tantas
eram as maravilhosas peças ali expostas. Além de gerenciar
seus bem-sucedidos negócios, principalmente Fortunato e seu
filho Augusto ajudavam a manter vários edifícios públicos
antigos e também museus romanos, como uma demonstração
de amor a sua querida Roma. O filho mais velho Alessandro, preso por
suas atividades políticas republicanas e exilado, mais tarde
ajudou enormemente a expansão e o reconhecimento das jóias
Castellani no exterior.
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14 de ago. de 2013
O Mistério do Tesouro de Sutton Hoo
Enterrado perto do estuário do Rio Deben, no local
conhecido como Sutton Hoo, em Suffolk, Inglaterra, o barco que pertenceu a um
rei saxão foi descoberto em 1939, poucos meses antes de ter início a II Guerra
Mundial. Estudos indicam que possa ter pertencido ao rei pagão Raedwald, que
viveu nesta região por volta do século VII e morreu em 625 dC. Um dos chamados
Quatro Senhores da Bretanha, e conhecido como rei da Anglia do Leste, reinou
sobre reinos menores e reverteu toda a região sob seu domínio ao paganismo,
admitindo nos mesmos altares os deuses pagão e o Deus cristão.
O interior do barco foi encontrado totalmente
recoberto por tapetes e contendo todos os objetos pertencentes a um rei
guerreiro: elmo, cota de malhas, espada, escudo, martelo usado em batalhas,
fivelas para manto e botões para vestimenta, cetro, uma lança que provavelmente
deve ter servido como porta-estandarte, moedas e diversos objetos de uso
diário, como vasilhas em prata e em bronze, pratos de madeira, chifres que
serviam como copos para servir bebidas, uma enorme e intrincada corrente e
pedaços de tecidos feitos em lã nas cores índigo, vermelho e amarelo.
Elmo
British Museum
Feito em ferro, o elmo é decorado com finas folhas
de bronze e detalhes em prata, onde se encontram gravadas cenas com animais e
também da mitologia escandinava. O escudo e a espada também são
impressionantes. Inicialmente recoberto com madeira e lã grossa, o escudo agora
somente mostra a sua estrutura em ferro e dois animais que o decoram: um dragão
e um pássaro, ambos em bronze e guarnecidos com granadas. O punho da espada é
maravilhosamente decorado em ouro e granadas com a técnica do cloisonné e o corpo da espada consiste
em várias folhas de ferro trabalhadas em paralelo, formando uma espada
extremamente pesada e mortal.
Fivela para manto
British Museum
Mas é nos objetos menores, verdadeiras joias, como
as fivelas para o manto e para o cinto, e a bainha da espada que podemos
constatar a maravilha e a excelência dos ourives anglo-saxões daquela época. De
confecção extremamente intrincada e delicada, sugerindo um virtuosismo do
ourives, a fivela do cinto, em ouro e bronze, possui três fechos de segurança e
as fivelas para o manto, feitas em ouro e decoradas com vidro em millefiori , cloisonné e granadas, são moldadas
convexamente para se adequarem aos ombros e possuem um padrão decorativo
zoomórfico, de design altamente sofisticado.
Não
foram encontrados vestígios de um corpo no solo ácido da região onde o barco
foi enterrado, o que sugere que o mesmo era um monumento em honra a um rei, que
por sua vez foi enterrado em outro lugar. Evidências de fosfatos residuais
provam, no entanto, que um corpo esteve um dia enterrado dentro do barco...
Fivela para cinto
British Museum
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30 de nov. de 2012
O Tesouro Imperial dos Romanov
![]() |
| czar Pedro, o Grande |
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